Pronto para Mudar

Pronto para Mudar

pronto para mudar
Desde que comecei a trabalhar com o Thetahealing, uma das coisas que mais aprendi é sobre como ajudar as pessoas. No começo, confesso que, maravilhado com tudo que podia ser resolvido e melhorado na vida das pessoas, ficava tentando convencer as pessoas, principalmente familiares e amigos, a receberem um atendimento de Thetahealing.
Chegava até ficar bravo e irritado quando via que alguém tinha alguma questão que seria muito fácil resolver com o Thetahealing, mas essa pessoa não aceitava de jeito nenhum receber um atendimento.
Com a evolução da minha vida como Thetahealer, fui percebendo que não adianta forçar nada. Se a pessoa não quer receber ajuda, mesmo que inconscientemente, não vale a pena ficar insistindo, pois vai ser somente um desperdício de energia. A minha postura agora é disponibilizar a ajuda e se for para a pessoa ser atendida por mim, ela será no momento em que ela estiver pronta.
Mas tudo isto me fez pensar em quantas oportunidades de melhorar nos foram disponibilizadas e nós as negamos ou simplesmente as ignoramos. Por que é tão difícil para algumas pessoas quererem melhorar?
No meu entendimento, o principal responsável por isto é o ego. O ego, ao longo de nossas vidas, cria crenças para proteger-nos como indivíduos separados dos outros. E qualquer ação nossa que vai contra todo este sistema de proteção, o ego boicota. Isto é a nossa identificação com o ego e com o todo o sistema de crenças.
E esta identificação é achar que somos os nossos hábitos, emoções, preferências e gostos, sem que nada disto possa ser mudado. É pensar que somos o nosso passado. É não perceber o que dentro de nós prejudica a nós mesmos. É considerar normal sofrer e ficar doente.

Como começar a mudar

Para sair desta armadilha, há dois modos principais: o primeiro é a ocorrência de algum evento ou situação que nos força a mudar. Isto pode acontecer quando ficamos postergando a mudança, fugindo dos problemas ou esperando por alguém ou algo que traga a felicidade sonhada. E neste caso, muitas vezes a mudança é traumática, repentina e nem sempre para melhor.
O segundo é uma elevação da consciência. É perceber que a vida não precisa ser como está. É saber que não precisamos sofrer para evoluir. É confiar que tudo pode ser trabalhado e melhorado. É entender que a mudança é possível e pode começar agora.
Em ambos os casos há uma nova consciência. E a partir dela é que começamos a mudar. Mas, com certeza, o segundo modo é bem mais leve e fluido, dependendo somente da nossa vontade. O pronto é agora.
E você? Já está pronto para mudar?

Gratidão

André Fukunaga

Quando O Que fazemos Não Faz Mais Sentido

Quando O Que fazemos Não Faz Mais Sentido

Quando O Que fazemos Não Faz Mais Sentido
Qual é o propósito de nossas vidas? Nós somos influenciados por diversas fontes quando escolhemos, conscientemente ou não, o caminho de nossas vidas. Família, sociedade, cultura, amigos… enfim, o que fazemos é decorrente da combinação de crenças de várias fontes que não somos nós.
Tenho observado várias pessoas que chegam em certo ponto da vida e percebem que tudo aquilo que acreditavam ser o caminho da felicidade não está funcionando. Este inclusive foi o meu próprio caso. Vão para o trabalho sofrendo no caminho, odeiam a segunda-feira, casar e ter filhos não trouxe o êxtase esperado, acham que no futuro as coisas vão melhorar. Algumas pessoas levam a vida desta maneira e continuam até que algum evento traumático as obrigam a mudar. Outras percebem que a vida do jeito que está não faz mais sentido, só que não sabem o que fazer.
Mas como descobrir o que faz sentido? A primeira coisa é se abrir. Se abrir para o novo, para o diferente, para mudanças. Às vezes, o nosso modo de viver está tão enraizado em nós que não conseguimos enxergar nada além dele. Mas, para a surpresa de quem está nesta situação, existe outra maneira de viver a vida. Na verdade, existem infinitas outras maneiras de viver a vida. O nosso medo é que não deixa nos abrirmos e nos permitirmos.
Quando você se abrir, o importante é prestar atenção no coração. O seu cérebro vai toda hora fazer você achar que o único jeito é o jeito “tradicional”. Mas o seu coração conhece o que é melhor para você. Escute o seu coração e atenda aos diversos chamados que você vai passar a perceber. Pode ser um livro, um curso, um emprego, uma pessoa que você conhece do nada, uma pessoa antiga que volta na sua vida… às vezes é simplesmente ir a algum lugar específico em uma hora específica sem nenhum motivo aparente, mas que você sentiu vontade de ir. Siga estes chamados do coração, chamados da alma, que um mundo de oportunidades se abre.

O Que Nos Impede?

As crenças que mais impedem perceber estas novas possibilidades geralmente estão relacionadas a dinheiro ou ao que as pessoas vão pensar.
Com relação ao dinheiro, primeiramente reflita para que você usa o seu dinheiro. Para viver do jeito que não faz sentido? Para criar os seus filhos com as mesmas crenças que te fazem infeliz? Para ter status? Segundo, é sim possível ganhar dinheiro de uma outra maneira que o jeito “tradicional”. Aliás, quando você vive alinhado com o coração, as suas chances de ter dinheiro para realizar o que te faz feliz são muito maiores.
Com relação ao que as outras pessoas vão pensar, reflita que foi justamente por seguir o que as outras pessoas pensam, é que você está em uma situação que não faz sentido.
Existem várias nuances, complexidades, crenças enraizadas que vão jogar contra a sua mudança. Mas se você se abrir para o universo com amor, principalmente por você mesmo, ao invés de medo, tudo vai fluir. Para isto, é muito importante buscar conhecer quem realmente é.

Gratidão!

André Fukunaga

Tudo é uma ilusão

Tudo é uma ilusão

Tudo é uma ilusão
Nesta minha jornada de autoconhecimento e espiritualidade, escutei algumas vezes a seguinte frase: “Tudo é uma ilusão”. Confesso que a princípio tive muitas dificuldades para entender este conceito. Achava que era uma frase bacana de se dizer, mas com pouca, ou nenhuma, utilidade na prática.
No meu entendimento atual, esta frase significa que todo o mundo material, que achamos que é real, na verdade é apenas uma criação a partir de um condicionamento da nossa mente. A seguir, vou mostrar duas maneiras de entendermos este conceito, utilizando ideias simplistas, sem entrar em física quântica e mundo não-físico.
Uma das maneiras é pensar que tudo que existe no mundo material é formado, em seu menor nível conhecido atualmente, por partículas subatômicas. Tudo – eu, você, uma cadeira, uma planta – é constituído destas partículas e a única coisa que diferencia os objetos são as configurações destas partículas.
Uma analogia a isto, é pensar em constelações de estrelas. Nós damos nomes a várias constelações, mas sabemos que elas não passam de estrelas que estão configuradas de maneiras distintas. O que existe são as estrelas, as constelações são invenções da nossa mente.

A Realidade é interna

Outra maneira de entender este conceito é observar como funciona a nossa captação da realidade. O mundo é captado pelo nosso corpo através dos nossos cinco sentidos, via impulsos eletromagnéticos. Estes impulsos são conduzidos ao nosso cérebro e então processados, nos fornecendo imagens, sons, sensações, cheiros e gostos.
Ou seja, o que entendemos como mundo nada mais é do que impulsos eletromagnéticos processados pelo nosso cérebro. Nossa visão da realidade é diretamente criada por como o nosso cérebro processa as informações captadas pelos nossos cinco sentidos. Toda a realidade é algo interno nosso, o que entendemos como externo é somente reflexo do interno.
O mais importante deste conceito é derivado justamente desta segunda explicação. Se quisermos mudar o mundo e a nossa realidade, basta mudarmos a nós mesmos, tomar consciência de como processamos estes impulsos externos. Então, se for o caso, podemos alterar os programas internos que fazem este processamento.
Este processo de mudança da maneira como criamos a nossa realidade é possível sim! E pode ser impulsionado por diversas técnicas como Meditação, Yoga, Thetahealing®, Barra de Access™, PNL, entre outras. Talvez o mais difícil nesta mudança seja nos desapegarmos da nossa visão de mundo, com a qual nos identificamos tanto.

Gratidão!

André Fukunaga

A mídia e as crenças

A mídia e as crenças

A mídia e as crenças

Neste último fim de semana, fiz mais um curso transformador de Thetahealing® – Relações Mundiais. Não vou entrar no conteúdo do curso, mas posso dizer que vale muito a pena, trabalhamos questões profundas de nossa alma.
O que eu gostaria de compartilhar com vocês é que, em um dos atendimentos que recebi, apareceu uma questão não tão profunda, mas bem inusitada. A crença que eu estava trabalhando era a de que “Eu sou inferior às loiras”.
No trabalho para descobrir a raiz da questão, veio a imagem da Xuxa na minha cabeça. Trabalhando mais um pouco, descobrimos que a crença raiz era “A Xuxa é de outro planeta”. Tudo isto porque, em seu programa, ela chegava e ia embora em uma nave espacial. Demos muita risada desta história e substituímos a crença. Hoje estou livre de ressentimentos com relação às loiras!

O poder da mídia

Após este fato, fiquei pensando como algo aparentemente inocente influenciou negativamente a minha vida por mais de 30 anos. E fiquei pasmo ao perceber todo o poder que a mídia tem de criar crenças em pessoas, principalmente em crianças. Quais são as crenças que programas fúteis, violentos ou pessimistas estão gerando na mente das pessoas?
Isto reforçou a ideia de escolhermos conscientemente o que nós e nossa família assiste e lê na TV, computadores e celulares. É um exercício de consciência, observar e perceber como a mídia está nos influenciando em nossas ações, pensamentos e crenças.
Ao mesmo tempo, entendo ser impossível controlar tudo, principalmente com relação aos nossos filhos, pois não temos como saber o que eles veem o tempo todo e porque mesmo programas “bons” e “inocentes” podem gerar crenças negativas. Creio que a chave é observar o comportamento dos filhos e, se percebemos algo inadequado, colocar a mídia como uma das possíveis raízes para esta questão.
Ainda bem que existe o Thetahealing® para liberar estas crenças provenientes das mídias!

Gratidão!

André Fukunaga

Padrões Familiares

Padrões Familiares

padrões familiares
Muitas de nossas escolhas e decisões que tomamos na vida são influenciadas diretamente pela nossa família, mesmo que inconscientemente. Às vezes, estamos tão acostumados e identificados com os hábitos e as tradições de nossas famílias que nem percebemos quando repetimos os mesmos padrões, principalmente quando formamos a nossa própria família.
E estar preso a estes padrões familiares tem um potencial limitador em nossa busca pela felicidade e plenitude. Não conseguimos ter uma consciência mais elevada sobre os nossos pensamentos, sentimentos e ações. Entendemos, inconscientemente, que aquele padrão é o certo e que não podemos ser diferente dele.
E estes padrões podem ser de diferentes naturezas como o papel de um primogênito, a carreira profissional a seguir, a forma de se relacionar com familiares, o modelo de um casamento, a maneira de educar um filho, entre outros.

Vencendo o medo da mudança

Quando conseguimos expandir a nossa consciência e perceber a influência destes padrões nas nossas vidas, vem um inimigo muito forte para não nos permitir mudar: o medo. Quando pensamos em quebrar algum destes padrões, podem surgir inúmeros sentimentos com relação a família, tais como de que não a honramos, não somos dignos do amor dela, não pertencemos a ela, de que o jeito da família é o certo, etc. E estes sentimentos geram um medo muito grande, que nos prende a estes padrões, afinal nosso ego tenta preservar e proteger o que já deu certo no passado, mesmo sendo contra a nossa essência, contra a nossa alma.
Para sairmos desta armadilha, um bom caminho é observar quais são estes sentimentos e crenças que geram o medo da mudança e aceita-los. Olhar para dentro e questionar se eles têm fundamento ou se são apenas crenças sem utilidade para nossas vidas. Neste último caso, uma vez que tomamos plena consciência sobre isto, nós liberamos este medo. A meditação e o Thetahealing® são ótimas ferramentas para conseguirmos nos libertar de padrões familiares limitantes!

Gratidão!

André Fukunaga

Escolhas Racionais

Escolhas Racionais

escolhas racionais
Eu sempre fui uma pessoa muito voltada para o meu lado racional. Na escola sempre ia bem em matérias como matemática e física, me formei em engenharia, trabalhei com programação e finanças. Enfim, sempre me reconheci e fui reconhecido como alguém muito inteligente e com um grande raciocínio lógico. Todas as decisões que tomava na minha vida eram sempre baseadas em alguma lógica.
Hoje em dia, eu me questiono se realmente estas decisões que eu supunha terem sido racionais, de fato foram. E mais, será que existe de fato uma escolha puramente racional?
Eu comecei a me questionar quando aprendi a utilizar uma ferramenta chamada de matriz de decisão. Simplificando, é como aqueles comparativos de revistas de carros ou nota de escolas de samba. Há vários quesitos, você dá a nota para cada um dos quesitos e no final, vê quem ficou com a maior nota somada. Nos meus exercícios com esta matriz, eu percebi que eu sempre dava uma ajeitadinha nas notas para que ganhasse aquele que eu achava que tinha que ganhar. Por isto até, eu nunca utilizei esta ferramenta efetivamente na minha vida, mas percebi que esta ajeitadinha nos critérios sempre esteve presente nas minhas decisões.

Como tomamos decisões

O que eu concluí é que as minhas decisões já haviam sido feitas pelo meu subconsciente e a lógica era uma justificativa para os outros e, acima de tudo, para mim mesmo, sobre o porquê daquela decisão. Ou seja, as decisões não tinham nada de racional.
No mundo corporativo, percebi que estas lógicas de decisão serviam muito mais para as pessoas se eximirem de responsabilidades do que para ajudar as pessoas na decisão. Se alguma escolha deu errada, a culpa era do modelo que disse que aquela era a melhor!
E como funciona a decisão do nosso subconsciente? Ela é baseada no nosso coração, sendo moldada por todas as nossas crenças pessoais. Quanto mais crenças limitantes possuirmos, menos o nosso coração será ouvido.
Então, para melhorar o processo de decisão, o ideal é trabalhar estas crenças limitantes para que elas interfiram o menos possível, substituindo-as por crenças que potencializem a nossa essência. Entretanto, este é um processo contínuo de evolução pessoal e autoconhecimento, leva um certo tempo (meio que a vida inteira). Ao precisarmos tomar uma decisão importante, eu sugiro qualquer método que ajude a escutar o coração de forma mais clara, livre das interferências e das “vozes dentro da cabeça”. Para mim, a meditação funciona muito bem nestes casos!
Mas quer dizer então que o raciocínio lógico não serve para nada em uma tomada de decisão? Não é bem assim, a lógica ajuda a elaborar a melhor maneira de conseguirmos o que o nosso coração quer. Ela é a tradutora do mundo real para o nosso coração e vice-versa. Devemos somente estar conscientes e ter discernimento para identificar o que é do coração e o que é da mente.

Gratidão!

André Fukunaga

Compaixão

Compaixão

compaixão
Uma das melhores definições que eu li sobre o que é compaixão veio de Joseph Goldstein em seu livro “Insight Meditation” (não sei o nome em português). Ele escreveu que a compaixão é “um tipo de amor que vê o sofrimento dos seres e deseja que eles se libertem deste sentimento… É uma forte sensação de querer aliviar a dor e o sofrimento” (tradução livre).

Confesso que sempre associava compaixão com ações de caridade e doação. Para mim compaixão era dar dinheiro para um mendigo, ajudar uma instituição de caridade, doar alimentos e até simplesmente ter pena de uma pessoa em dificuldades.

Hoje, eu entendo que compaixão é maior do que somente caridade e doação. É algo cujo o maior desafio é praticar nos nossos relacionamentos diários, em situações que aparentemente não há sofrimento e com as pessoas que mais amamos e das quais mais esperamos coisas.

O primeiro passo para praticarmos a compaixão é termos consciência do sofrimento das pessoas. E a maioria dos sofrimentos, apesar de não serem tão profundos, vêm de situações comuns. Pode ser não conseguir se expressar com clareza, não ter tempo para fazer algo trivial, ter dificuldades em entender uma tarefa fácil, etc.

E geralmente, quando uma pessoa próxima passa por alguma situação dessa, ao invés de termos compaixão por ela, nós a cobramos, julgamos, nos decepcionamos e ficamos irritados. É mais fácil identificarmos o sofrimento em grandes eventos, tais como passar fome, não ter dinheiro e ser abandonado, do que nas pequenas coisas do dia a dia.

Prática da Compaixão

Tendo esta consciência, cabe a nós exercitamos a nossa atenção para que, quando estivermos em uma situação em que identificamos o sofrimento da outra pessoa, possamos aceitar e entender os sentimentos da outra pessoa e desejarmos que ela seja libertada de sua dor e sofrimento, sem julgamento e raiva. Se for o caso, podemos tomar alguma ação concreta para ajudar na liberação do sofrimento.

No começo desta prática, podemos parecer que estamos forçando uma situação e um estado emocional, que não sentimos efetivamente a compaixão em nossos corações. Mas com tempo e dedicação, este sentimento começa a brotar em nós e passamos a sentir a compaixão automaticamente. Vale a pena persistir nesta prática.

Mas qual o benefício da compaixão? Segundo Thupten Jinpa (o tradutor de inglês do Dalai Lama), “Compaixão é do seu próprio interesse… Se você for capaz de trazer compaixão para sua vida, você se beneficia porque você fica mais feliz.”. Ela é algo que, se realmente estivermos nesta vibração, ajuda no dia a dia dos nossos relacionamentos, tratamos melhor as pessoas e a nós mesmos, nos levando a uma vida mais leve, alegre e completa. Quando eu sinto plenamente a compaixão dentro mim, parece um estado de felicidade pura, de êxtase.

Gratidão!

André Fukunaga

“Seja a Mudança Que Quer Ver no Mundo”

Seja a Mudança Que Quer Ver no Mundo

Escutei esta célebre frase de Mahatma Gandhi algumas vezes durante a minha trajetória pessoal e profissional e confesso que sempre a achei um sonho, algo que não fazia sentido no mundo em que vivemos. Alguns questionamentos sempre vinham à minha cabeça:

– Como eu posso ser compreensivo se existe tanta violência, injustiça e desigualdade no mundo?

– Se eu for uma pessoa pacífica, como é que o mundo vai se tornar pacífico?

– Se eu me tornar bondoso, as pessoas vão abusar e tirar proveito de mim, não vão se tornar bondosas também.

Então, por mais bonito que seja o conceito desta frase, até pouco tempo atrás ela nunca foi parte do meu dia-a-dia, era somente algo legal para se falar a alguém que queria mudar algo, mas não sabia como (confesso que até com um certo sarcasmo).

Com o passar do tempo, a minha uma percepção e interpretação sobre esta frase foi se alterando e entendi alguns conceitos relacionados a ela.

Como levar esta filosofia para o dia a dia

O primeiro deles foi o de que não existe o outro. Se pensarmos em nós como humanidade, como uma coletividade, cada um é parte do todo. Se cada pessoa esperar que o outro mude para que a sociedade mude, ninguém vai mudar e o mundo vai continuar do jeito que está.

Outra consideração importante, é que a única pessoa que nós podemos mudar somos nós mesmos! Se quisermos que o outro mude, devemos mudar a nós mesmos para que o outro sinta esta mudança e mude por consequência. Cito uma outra frase famosa, desta vez de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Ou seja, se não mudarmos nosso jeito de ser e agir, os outros vão continuar a reagir da mesma maneira.

Muitas vezes, as mudanças que queremos no mundo não são as que queremos para as nossas vidas. Por exemplo, muitas pessoas pregam a igualdade, mas será que elas estão dispostas a abrir mão dos seus privilégios e individualidades para se tornarem iguais aos outros? Será que elas querem que seus filhos sejam iguais às outras crianças ou elas querem dar tudo do bom e do melhor para eles?

E, por fim, mudarmos a nós mesmos significa que existe algo em nós que não está bom. Para muitas pessoas, isto quer dizer expor as nossas falhas e fraquezas, admitir que não somos tão bons quanto gostaríamos de ser. Por isto, muitas vezes preferimos esconder estas fraquezas a enfrenta-las. Para lidarmos melhor com esta questão, ao invés de encararmos uma fraqueza como uma falha, podemos entende-la como uma oportunidade de melhoria e sentir-nos grato por esta oportunidade de melhorar este aspecto em nós.

Enfim, entendo que seguir o conceito desta frase de Gandhi é, acima de tudo, um exercício de consciência. De estarmos conscientes do que efetivamente queremos mudar no mundo e percebermos em nós mesmos o que podemos mudar para ajudar o mundo a se tornar o que queremos.

Gratidão!

André Fukunaga