Conciliando os Opostos

Conciliando os Opostos

conciliando os opostos
Vivemos no mundo da dualidade. Tudo tem um oposto. Bem e mal, direita e esquerda, rico e pobre, certo e errado, bonito e feio… Muitas vezes nós nos identificamos com um destes lados e gostaríamos que o oposto não existisse.
Por exemplo, suponhamos que eu tenha um bastão e goste da direita e odeie a esquerda. Então, em um impulso decido cortar o bastão na metade e jogar o lado esquerdo fora. “Supreendentemente”, no novo bastão continua existindo o lado esquerdo. E por mais que eu corte o lado esquerdo milhões de vezes, ele sempre vai existir. Ele só desaparece se o lado direito desaparecer também.
É relativamente comum passarmos as nossas vidas achando que somos um dos lados do oposto. Que somos o bem e outras pessoas são o mal. Que somos os certos e outras pessoas são o errado. E esta identificação acaba gerando um desejo de que o oposto não exista.
Mas, como no exemplo do bastão, o bem não pode existir sem o mal, o certo sem o errado, o bonito sem o feio, o Palmeiras sem o Corinthians. E ambos os opostos são igualmente importantes para o todo.
Ficar rejeitando o oposto, querendo que o oposto não exista, só vai nos trazer sentimentos de baixa vibração como ódio, medo, desprezo e separação, enfim, sofrimento, sendo que a questão nunca pode ser resolvida desta maneira.

Lidando com o oposto

Para não nos irritarmos com o oposto, é fundamental esta consciência de que sem o “lado de lá”, o “lado de cá” não existiria da maneira como é hoje. Com ela, é possível, ao invés de brigar com o outro lado, procurarmos uma conciliação e um entendimento, gerando um equilíbrio entre os opostos, que talvez permita que eles sejam cada vez menos distantes.
De um ponto de vista da espiritualidade, a maneira de resolver esta questão é transcender a dualidade. É não se identificar com nenhum dos opostos. É ver somente o bem, o bonito e o certo em tudo o que há. É ser sem rótulos, classificações e julgamentos. É sentirmos que somos parte de tudo e que tudo é parte de nós.

Gratidão!

André Fukunaga

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