Escolhas Racionais

Escolhas Racionais

escolhas racionais
Eu sempre fui uma pessoa muito voltada para o meu lado racional. Na escola sempre ia bem em matérias como matemática e física, me formei em engenharia, trabalhei com programação e finanças. Enfim, sempre me reconheci e fui reconhecido como alguém muito inteligente e com um grande raciocínio lógico. Todas as decisões que tomava na minha vida eram sempre baseadas em alguma lógica.
Hoje em dia, eu me questiono se realmente estas decisões que eu supunha terem sido racionais, de fato foram. E mais, será que existe de fato uma escolha puramente racional?
Eu comecei a me questionar quando aprendi a utilizar uma ferramenta chamada de matriz de decisão. Simplificando, é como aqueles comparativos de revistas de carros ou nota de escolas de samba. Há vários quesitos, você dá a nota para cada um dos quesitos e no final, vê quem ficou com a maior nota somada. Nos meus exercícios com esta matriz, eu percebi que eu sempre dava uma ajeitadinha nas notas para que ganhasse aquele que eu achava que tinha que ganhar. Por isto até, eu nunca utilizei esta ferramenta efetivamente na minha vida, mas percebi que esta ajeitadinha nos critérios sempre esteve presente nas minhas decisões.

Como tomamos decisões

O que eu concluí é que as minhas decisões já haviam sido feitas pelo meu subconsciente e a lógica era uma justificativa para os outros e, acima de tudo, para mim mesmo, sobre o porquê daquela decisão. Ou seja, as decisões não tinham nada de racional.
No mundo corporativo, percebi que estas lógicas de decisão serviam muito mais para as pessoas se eximirem de responsabilidades do que para ajudar as pessoas na decisão. Se alguma escolha deu errada, a culpa era do modelo que disse que aquela era a melhor!
E como funciona a decisão do nosso subconsciente? Ela é baseada no nosso coração, sendo moldada por todas as nossas crenças pessoais. Quanto mais crenças limitantes possuirmos, menos o nosso coração será ouvido.
Então, para melhorar o processo de decisão, o ideal é trabalhar estas crenças limitantes para que elas interfiram o menos possível, substituindo-as por crenças que potencializem a nossa essência. Entretanto, este é um processo contínuo de evolução pessoal e autoconhecimento, leva um certo tempo (meio que a vida inteira). Ao precisarmos tomar uma decisão importante, eu sugiro qualquer método que ajude a escutar o coração de forma mais clara, livre das interferências e das “vozes dentro da cabeça”. Para mim, a meditação funciona muito bem nestes casos!
Mas quer dizer então que o raciocínio lógico não serve para nada em uma tomada de decisão? Não é bem assim, a lógica ajuda a elaborar a melhor maneira de conseguirmos o que o nosso coração quer. Ela é a tradutora do mundo real para o nosso coração e vice-versa. Devemos somente estar conscientes e ter discernimento para identificar o que é do coração e o que é da mente.

Gratidão!

André Fukunaga

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