“Seja a Mudança Que Quer Ver no Mundo”

Seja a Mudança Que Quer Ver no Mundo

Escutei esta célebre frase de Mahatma Gandhi algumas vezes durante a minha trajetória pessoal e profissional e confesso que sempre a achei um sonho, algo que não fazia sentido no mundo em que vivemos. Alguns questionamentos sempre vinham à minha cabeça:

– Como eu posso ser compreensivo se existe tanta violência, injustiça e desigualdade no mundo?

– Se eu for uma pessoa pacífica, como é que o mundo vai se tornar pacífico?

– Se eu me tornar bondoso, as pessoas vão abusar e tirar proveito de mim, não vão se tornar bondosas também.

Então, por mais bonito que seja o conceito desta frase, até pouco tempo atrás ela nunca foi parte do meu dia-a-dia, era somente algo legal para se falar a alguém que queria mudar algo, mas não sabia como (confesso que até com um certo sarcasmo).

Com o passar do tempo, a minha uma percepção e interpretação sobre esta frase foi se alterando e entendi alguns conceitos relacionados a ela.

Como levar esta filosofia para o dia a dia

O primeiro deles foi o de que não existe o outro. Se pensarmos em nós como humanidade, como uma coletividade, cada um é parte do todo. Se cada pessoa esperar que o outro mude para que a sociedade mude, ninguém vai mudar e o mundo vai continuar do jeito que está.

Outra consideração importante, é que a única pessoa que nós podemos mudar somos nós mesmos! Se quisermos que o outro mude, devemos mudar a nós mesmos para que o outro sinta esta mudança e mude por consequência. Cito uma outra frase famosa, desta vez de Albert Einstein: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Ou seja, se não mudarmos nosso jeito de ser e agir, os outros vão continuar a reagir da mesma maneira.

Muitas vezes, as mudanças que queremos no mundo não são as que queremos para as nossas vidas. Por exemplo, muitas pessoas pregam a igualdade, mas será que elas estão dispostas a abrir mão dos seus privilégios e individualidades para se tornarem iguais aos outros? Será que elas querem que seus filhos sejam iguais às outras crianças ou elas querem dar tudo do bom e do melhor para eles?

E, por fim, mudarmos a nós mesmos significa que existe algo em nós que não está bom. Para muitas pessoas, isto quer dizer expor as nossas falhas e fraquezas, admitir que não somos tão bons quanto gostaríamos de ser. Por isto, muitas vezes preferimos esconder estas fraquezas a enfrenta-las. Para lidarmos melhor com esta questão, ao invés de encararmos uma fraqueza como uma falha, podemos entende-la como uma oportunidade de melhoria e sentir-nos grato por esta oportunidade de melhorar este aspecto em nós.

Enfim, entendo que seguir o conceito desta frase de Gandhi é, acima de tudo, um exercício de consciência. De estarmos conscientes do que efetivamente queremos mudar no mundo e percebermos em nós mesmos o que podemos mudar para ajudar o mundo a se tornar o que queremos.

Gratidão!

André Fukunaga

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