Vitimismo e a Auto Responsabilidade

Vitimismo e a Auto Responsabilidade

Vitimismo e a Auto Responsabilidade
É comum encontrarmos pessoas, muitas vezes nós mesmos, que se colocam em uma posição de vítima em relação a algum problema. Qualquer dificuldade, a culpa por aquela questão é sempre do outro, da situação, do país, etc. Nunca somos responsáveis pelo acontecido.
Este papel de vítima pode ser observado em diversos níveis de relação. Em uma briga de casal, o outro é sempre o culpado, ele que tem que mudar para que a harmonia volte ao casal. No trabalho, o chefe sempre me prejudica, nunca escuta o que eu tenho para propor. Na sociedade, as minorias são oprimidas pelos malvados da maioria.
Qual o objetivo de ser uma vítima? No meu entendimento, há duas principais causas para as pessoas se colocarem no papel de vítima.
A primeira é receber atenção, afeto e carinho das pessoas. Quantos de nós não ficam com pena das vítimas? Pessoas que nós nem percebíamos que existiam passam a ser reconhecidas e ter o foco da nossa atenção. O vitimismo, neste caso, seria uma forma distorcida da pessoa receber amor.
A segunda é não precisar mudar. Quando o responsável pelo problema é o outro, eu entendo que não há nada que eu possa fazer para resolvê-lo. Somente o outro pode agir para tal. Isto faz com que a vítima não tenha que olhar para si mesmo para ver como vai solucionar o problema. O vitimismo, neste caso, seria um medo de olhar para dentro de si, para suas fraquezas, para o que precisa ser mudado.

Como agir?

Entretanto, por mais que o vitimismo seja atraente para o nosso ego, não há outro jeito de solucionar as questões que não seja a auto responsabilidade.
A auto responsabilidade é ter consciência de que nós somos responsáveis pela realidade que percebemos, afinal nós somos os seus co-criadores. Por mais absurda que possa parecer a situação, é questionar-se o que eu estou fazendo para criar esta realidade e o que posso fazer para mudá-la.
Quando mudamos a nossa postura de vítima para responsável, nós assumimos as rédeas das nossas vidas. Abrimos uma porta para que a vida flua de maneira muito mais leve e natural. Paramos de ficar presos ao passado e ficamos mais presentes no agora. Vivemos conscientes da dádiva de podermos co-criar a nossa própria realidade.

Gratidão,

André Fukunaga

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